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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Sobre as negociações do PSD

Vale a pena ler este texto do Miguel Camelo.

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Intermitente

Normalmente não sigo nem ligo a estas coisas da blogosfera, estou muito bem sossegadinho aqui no meu canto com a actual aparição n'O Insurgente. Mas por quem é achei por bem abrir uma excepção.

Assim informo os que ainda não sabem que o Miguel, ex-Insurgente, também tem agora um cantinho só seu chamado O Intermitente.

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

A "fascização" da crise

Artigo originalmente publicado aqui.


Com todo o respeito pelo André, concordando com a sua conclusão de que a crise vai chegar a mais pessoas, discordo de praticamente tudo o resto. A ameaça não está na inflação nem necessariamente nas taxas de juros mas sim na deflação. A parte da população (em que felizmente me incluo) que manteve o seu emprego e os seus rendimentos tem sido realmente privilegiada por uma baixa de preços e da baixa da prestação da hipoteca (que reflecte uma taxa de juro particular). Esta parte da população, tirando os funcionários públicos que serão sempre os últimos a sofrer o que quer que seja, está realmente em risco mas não é de ver o seu rendimento diminuído pela inflação… está em risco de ver o seu rendimento pura e simplesmente desaparecer por falência do empregador.

Quanto aos medos da inflação devido à inundação de notas podemos ver aqui na imagem em baixo que o grande dilúvio já passou.



Não nos devemos esquecer que além da quantidade de dinheiro disponível (oferta) para podermos ter uma ideia do futuro caminho dos preços precisamos também de saber quais são as intenções dos consumidores (procura) e a realidade é que continua a haver uma grande procura de cash. Massa monetária a crescer a 0% e maior procura por dinheiro equivale a uma descida generalizada dos preços ou deflação no sentido comum da palavra.

Neste período de deflação as taxas de juro não se comportam de forma homogénea. Ignorando por breves momentos que não estamos num mercado livre o simples facto de as pessoas quererem aumentar as suas reservas de dinheiro (como vimos em cima) significa que têm menos para emprestar, logo as taxas de juro devem (genericamente) subir. As taxas de juro estáveis e historicamente baixas são apenas observáveis durante largos períodos de tempo num sistema monetário estável com recurso ao padrão ouro, o sistema em que vivemos quer esteja em inflação ou deflação apenas consegue fornecer taxas de juro manipuladas e instáveis. O gráfico em baixo mostra um cenário normal para deflação:



Como podemos ver nos últimos meses há taxas de juro que sobem e outras que descem. O raciocínio é simples, conforme existe uma maior necessidade de dinheiro e de o preservar os aforradores e investidores fogem de toda a dívida que seja dúbia e abdicam de um maior retorno por uma maior segurança. Não é difícil compreender que a Alemanha tenha hoje taxas de juro mais baixas que há 6 meses atrás enquanto que “lixo tóxico” como Portugal e Grécia estejam exactamente na situação oposta, nem a manipulação do BCE conseguiu alterar isto… apenas abrandar o ritmo. Ironicamente, os EUA com a sua economia completamente estropiada apresentam-se como o maior beneficiário de uma baixa das taxas de juro fruto do USD e do seu papel como moeda de reserva mundial.

Mais: os fundos que os Estados estão a tomar dos aforradores são fundos que não estarão disponíveis para o sector privado e são estes que vêm as suas taxas de juro aumentar. Não é segredo nenhum que o sector privado está altamente endividado e os maiores custos que vão ter com os empréstimos, conjugado com uma receita diminuída própria de deflação é o que vai enviar os que até agora estiveram protegidos da crise para o desemprego. Com pacotes salariais altamente rígidos e a lei que temos vai ser muito difícil (genericamente) renegociar em baixa os salários das pessoas, o que seria a única coisa que poderia salvar o seu emprego. Os que tiverem os seus rendimentos compostos de partes variáveis (raro em Portugal) serão os que mais facilmente poderão contribuir para a estabilidade da empresa e do seu posto de trabalho.

Quanto às hipotecas não é liquido que subam, aquilo é uma taxa de juro de amigos para amigos e algo que o BCE tenta influenciar ao contrário dos empréstimos que o banco XPTO faz à empresa ABC onde a interferência do BCE faz indirectamente com que estes subam. O funcionalismo público continuará a estar protegido até porque se os custos dos juros da nação subirem exponencialmente teremos uma “solução Grega” para os problemas nacionais com a UE/FMI a emprestar-nos dinheiro fora do mercado principal.

Conclusão: Vai haver mais afectados pela crise mas não vai ser muito democrático. O funcionalismo público continuará a estar protegido como sempre às custas do sector privado que continuará a pagar a crise, os que tiverem a sorte de fugir ao desemprego pagarão pelos impostos. Uma inflação galopante e a verdadeira democratização só aparecerão depois de um sigma 10 no sistema financeiro que se concretizará por uma falência soberana relevante como, por exemplo, Espanha. Até lá continuaremos os mesmos… na mesma. Inclusive o PSD.

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sobre a OPA à PT

Um artigo de Miguel Camelo:

Outros "analistas" cujas "análises" o Público também transmite, convenientemente anónimos, provavelmente amigos dos seus amigos e - evidentemente - também da amiga destes, lembram que «a OPA da Sonae foi chumbada sem o Estado usar a 'golden share'», como se a golden share precisasse de ser usada doutra forma que não apenas como fermento duma bela amizade. A golden share é, grosso modo, como a bomba atómica, uma arma de dissuasão que, podendo ser usada em circunstâcias extremas, serve sobretudo para manter os "amigos" debaixo de olho. Basta lembrar que ela existe para que o efeito funcione - o que já irritou a comissão europeia.

[...]

Não foi a Sonae. Pode não ser a Telefónica. Pode ser que seja de podre, na rua, num dia de tempestade...


Esperemos que sim. Que caia de podre. E depressa.

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Uma questão de honra

“You want the truth? You can’t handle the truth. Son, we live in a country with an investment gap. And that gap needs to be filled by men with money. Who’s gonna do it? You? You, Middle Class Consumer? Goldman Sachs has a greater responsibility than you can possibly fathom. You weep for Lehman and you curse derivatives. You have that luxury. You have the luxury of not knowing what we know: that Lehman’s death, while tragic, probably saved the financial system. And that Goldman’s existence, while grotesque and incomprehensible to you, saves pension funds. You don’t want the truth. Because deep down, in places you don’t talk about at parties, you want us to fill that investment gap. You need us to fill that gap.

“We use words like credit default swaps, collateralized debt obligation, and securitization… We use these words as the backbone of a life spent investing in something. You use ‘em as a punchline. We have neither the time nor the inclination to explain ourselves to a commoner who rises and sleeps under the blanket of the very credit we provide, and then questions the manner in which we provide it! We’d rather you just said thank you and paid your taxes on time. Otherwise, we suggest you get an account and start trading. Either way, we don’t give a damn what you think you’re entitled to!”


E enquanto não estivermos preparados para lidar com a verdade não podemos mudar a realidade, por mais urgente que seja lidar com ela.

Via Baseline Scenario

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O custo da dívida

Eu peço desculpa aos seguidores do Inflaccionista por não ter colocado aqui algumas intervenções que fiz n'O Insurgente sem colocar aqui que sei que provavelmente os que seguem este blog estariam interessados e é por isso mesmo que vos chamo a atenção.

Tudo isto começou com uma noticia da Bloomberg sobre a situação os titulos de dívida publica grega. Como não tinha nada melhor para fazer dei por mim ontem à noite a construir gráficos sobre o custo da dívida de vário países comparados com a Alemanha.



Finalmente agora acabei de publicar um texto mais extenso sobre o que eu acho de tudo isto. Divirtam-se!

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Para lá de reaccionário...

... sou também Insurgente, pelo menos a partir de hoje. Deixarei os meus leitores do Inflaccionista descansarem um pouco da carga política que aqui tem surgido nos ultimos dias e canalizarei essas minhas análises para O Insurgente.

No Inflaccionista poderão continuar a contar com a análise económica (nem sempre independente da política infelizmente) e com a análise dos mercados. Espero que sintam que todos ganhamos com esta nova dinâmica.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O programa do PSd

Acabei de ler, na diagonal, a primeira parte do programa eleitoral do PSd. Deixo aqui a minha primeira análise, em bruto e ainda por digerir, dos pensamentos que me vieram à cabeça quando li o que ali estava escrito. Ainda nem cheguei à parte da solidariedade e não consigo perceber o que é que pode levar alguém que tenha lido este programa a pensar que o PSd põe em causa o que quer que seja. A unica coisa em causa são os boys do PS que se arriscam a ser trocados pelos do PSd... mas isso já aqui tinha explicado.

Em baixo ficam os tais pensamentos soltos que tive ao ler a parte inicial do programa e que ficam em jeito de continuação de alguns comentários que tenho feito n'O Insurgente. Amanhã talvez haja mais.


Economia:
1.2) "Aumentar a percentagem da população portuguesa com ensino secundário e universitário."
Dito assim parece que um curso superior é um objectivo em si mesmo. MFL que tanto diz ter ouvido os portugueses deve ter ficado tão cheia de balelas que nem consegue ver a realidade. Basta olhar à volta e ver se o que o país precisa é de mais engenheiros técnicos com cursos de fim de semana ou de pessoas que saibam trabalhar a sério. Quando foi a ultima vez que teve dificuldades em encontrar um licenciado em historia de artes? (são umas quantas centenas formados todos os anos) E foi fácil arranjar um mecânico competente da ultima vez que tentou?

Fosse MFL um pouco menos socialista e retiraria esta frase do seu programa. São as pessoas que têm de decidir se um curso superior é bom ou não para elas. Não devem ser criados falsos incentivos pelo Estado para as pessoas tomarem esta formação para mais tarde sentirem que perderam 5 anos da sua vida e fazerem parte das estatísticas dos licenciados desempregados enquanto eu não encontro quem me arranje uma fechadura a um sábado de manhã.

1.3) "O Estado deve actuar para promover a concorrência na generalidade dos sectores produtivos, mesmo nos dominados por empresas ou entidades públicas."
O estatismo de MFL continua a querer "actuar" na economia. Quando alguém do arco do poder perceber que faz mais mal do que bem este tipo de disparates o país estará pronto para avançar... até lá para socialistas já temos o PS original, não são precisas copias mal feitas. Todos os pontos descritos debaixo desta frase inicial são propositadamente vagos, sem nos percebermos muito bem a que se refere nem as formas que vai utilizar para "forçar a concorrência". A única coisa aparentemente certa é que um órgão do Estado, a autoridade da concorrência, vai ter mais poder.

1.4) "O Estado tem de criar condições de confiança, favoráveis ao investimento e às exportações."
Mais uma vez discordamos porque a única coisa que o Estado precisa de fazer é sair da frente e deixar as empresas trabalharem. Fala muito aqui de mamar na teta da UE e mais uma vez "promover directamente as exportações" o que, provavelmente, quer dizer que o dinheiro dos meus impostos vão ser canalizados para campanhas publicitárias gratuitas para as empresas que MFL entender que merecem ou não. O Bloco de Esquerda não faria pior.

1.6) "A política económica deve orientar-se para facilitar actividade das empresas, e em especial a das PME."
Porquê é que as PMEs devem ser beneficiadas à custa das restantes empresas e pessoas singulares? Porque são muitas, populares e dão votos. Até garante que se também ganhar as autárquicas haverá uns tachos a distribuir através dos "concursos de investimentos públicos de proximidade". Bom para eles.

1.7) "O governo centrou a sua política no apoio aos desempregados de longa duração, aos jovens e aos desempregados com mais de 55 anos, o que, sendo necessário e devendo manter-se, é claramente insuficiente"
O PSd pretende portanto não só continuar a politica do coitadinho mas reforçá-la. Que original! Além de querer dar mais subsídios por mais tempo (tudo temporário é claro, mas isso aliás todos sabemos que é temporário porque até isto falir não falta muito) quer também interferir directamente no mercado de trabalho alterando as contribuições que os patrões pagam pelos trabalhadores em alguns casos. Ora ou faz para todos ou não faz para ninguém, é uma questão de principio. Porque deve um jovem ter benefícios fiscais que não estão disponíveis para quem tem 40 ou 50 anos? Porque vale a vida de um jovem mais do que a de um velho? Foi algum estudo interno do PSd que revelou que para se ganhar as legislativas é preciso o "voto jovem"?

1.8) "É fundamental que o Banco de Portugal seja eficaz na sua actividade de supervisão."
O PSd não viu o desastre que foi o Banco de Portugal, mais importante que isso é, para o PSd, manter o status quo e fazer de conta que a banca nacional não tem problemas, que tudo se resolve e quem sabe, que o fundo de garantias sirva para alguma coisa na realidade (sem ser brincar à divida publica). Longe de querer acabar com o banco central o PSd promete uma revisão das regras sobre as quais esta instituição se rege. Num partido destes isto apenas pode significar mais poder para o BdP e mais asneiras para esta organização cometer e os portugueses financiarem.

1.9) A "politica de verdade" mostra a verdadeira treta. Consegue falar em reduzir as despesas do Estado sem nunca falar na função publica... a honestidade ficou em casa para dar lugar ao politicamente correcto.

1.11) "só procederemos a uma redução de impostos quando a situação das finanças públicas o permitir."
Ou seja, é para continuar a roubar. Não ponho em causa a situação financeira do país mas se MFL quer convencer Portugal que a situação vai ser resolvida através da carga fiscal ou é mentirosa ou é louca.

1.12) "O próximo Governo do PSD adoptará medidas no sentido de fomentar a poupança nacional, não só do Estado como das empresas e das famílias."
Giro, vai fazer tudo para fomentar a poupança menos baixar os impostos para os portugueses terem mais o que poupar. Brincadeiras...

1.13) "Lançaremos um conjunto de programas que promovam o desenvolvimento de novas indústrias e serviços da economia do futuro, em sectores como as comunicações, a energia [...]"
Ou seja, vão continuar a gastar os recursos de todos a tentar redireccionar esses recursos para sectores que o Estado acha que são prioritários criando assim as ineficiências que tanto criticam ao PS. Mais uma vez podemos ver que a diferença entre PS e PSd não é de principio mas sim de pormenores que não interessam ao menino Jesus.

1.14) "Há que fomentar a criatividade e a inovação nas empresas."
Depois de tudo isto o PSd de Manuela Ferreira Leite também é função do Estado ir às empresas e ajudá-las a ser criativas. Isto promete... mais uma vez isto vai ser feito à custa de uns para financiar os outros. Se a sua empresa fizer coisas de que o PSD goste então tirá direito ao trabalho dos outros, se pelo contrário o que fizer não for do interesse do Estado então trabalhará apenas para financiar o que Manuela Ferreira Leite lhe apetecer. Mais uma vez a questão que mais interessa aos portugueses não é a politica em si mas em vez disso informarem-se dos gostos de Sócrates e de Ferreira Leite para saberem em quem votar pois só assim poderão proteger a sua propriedade.

1.15) A febre da energia ainda anda no PSD, mesmo depois dos descalabros conhecidos mesmo aqui ao lado na vizinha Espanha. Enfim... se fosse isto que movesse os portugueses votavam todos n'Os Verdes.

1.16) "Criaremos um quadro de apoio à instalação de jovens empresários rurais"
OU seja, se tiver menos de 35 anos e for para o campo fazer uma actividade economicamente ineficiente não se preocupe que alguém há-de ser taxado para o sustentar.

1.17) Se em vez de ir para o campo for para o mar pode estar descansado que também lhe damos dinheiro.

1.18) "Criaremos uma estratégia agressiva de promoção de Portugal no exterior como destino turístico"
Ou, por outras palavras, continuaremos a cobrar impostos para pagar a publicidade que devia ser feito pelos operadores turísticos que coitadinhos não podem ser eles a tomarem conta de si.

1.19) "A nossa política de investimento público é radicalmente diferente da que tem vindo a ser seguida"
Em vez de arruinar o país com duas ou três obras como o TGV ou o novo aeroporto o PSD compromete-se a fazê-lo através de uma enorme quantidade de pequenas obras publicas garantindo assim que não só podem mamar mais empresas de construção como os espólios das eleições legislativas poderão ser partilhados com um grande número de autarcas do PSD.

PS: A numeração utilizada nos comentários é referente aos mesmos pontos apresentados no programa. Assim a frase assinalada como 1.19 refere-se à secção 1, parágrafo 19 do programa de Governo do PSd.

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terça-feira, 26 de maio de 2009

Keynesianismo simplista

Desde que há meses tive uma pequena discussão com o Carlos Santos de vez em quando visito o seu blog até porque é uma figura caricata da blogoesfera nacional. O seu ultimo comentário humorístico falava do Keynesianismo aplicando uma analogia muito engraçada com os blogs, confesso que gostei da analogia apesar de obviamente imperfeita mas o que eu considerei um “doce” foi mesmo a conclusão que o Carlos tira digna de qualquer comité central:

“A menos que o Estado decida fomentar a leitura de blogs. Isto é, compensar as pessoas dando-lhes 1 euro por hora que gastem na blogosfera. Isso talvez reanime a procura. Investimento Público? Transferências sociais? Chamem-lhe o que quiserem. Se só o estado pode gastar e gastar em fomentar o uso da net, eu acredito que vale a pena voltar a ser blogger, porque já terei alguma satisfação nisso.

A isto chama-se política económica! É subjectiva? É. Depende de acharmos que o Estado deve ou não apostar em que a população use a net e a blogosfera. Mas para isso votamos. E escolhemos consoante as nossas prioridades. Um governo democrático tem a legitimidade de decidir fomentar o que prometeu. Foi a internet? Seja. O que não é subjectivo é que sem fomentar nada, a actividade bloguística e todas as outras estagnam em crise de procura.“


O Carlos só não explicou de onde vem este dinheiro para “fomentar a procura”, não diz se cai do céu, se é imprimido pelo BCE ou se simplesmente é taxado a quem ainda faz alguma coisa de útil na sociedade (em vez de andar a escrever blogs que aparentemente ninguém lê a não ser que sejam pagos para isso) ou ainda a opção preferida da nossa classe política, endividarem ainda mais o país para os próximos pagarem. Se for taxado aos membros activos da sociedade que consequências terá tirar o dinheiro a estas pessoas para fomentar a leitura de blogs? Estes detentores originais do dinheiro poderiam querer colocar os seus euros na leitura de, por exemplo jornais online e agora não dispõe do rendimento necessário para tal… vai o Governo a seguir “fomentar a procura” dos jornais online? Se for dinheiro impresso nem vale a pena discutir as consequências já que o Carlos é um inflacionista convicto e pouco deve faltar para propor medidas como colocar prazos de validade nas notas, o historial aqui do Inflaccionista deve chegar para contrapor essas ideias em que divergimos completamente.

Eu confesso que estou bastante curioso porque ou muito me engano ou o Carlos Santos resolveu o problema da fome em Africa, aquilo o que precisa é de um Governo a sério que saiba fomentar a procura de comida.

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terça-feira, 28 de abril de 2009

Mais um imposto (II)

Através d'O Insurgente o Mentat traz-nos mais um imposto escondido: O certificado energético, algo que realmente fazia falta para impulsionar a economia... em direcção ao abismo.

Do artigo:
Ou seja, com mais este “papelinho” de utilidade duvidosa, o Estado esbulha os contribuintes de mais 533 milhões de euros.

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

A crise de 1929 em imagens

O Tiago mostra-nos no seu blog um belo apanhado de algumas foto jornalisticas de depressão de 1929. No mínimo, interessante.

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quinta-feira, 19 de março de 2009

Porque a crise não devia surpreender ninguém

Uma palestra de Peter Schiff sobre a crise financeira as razões que aqui nos trouxeram e o resultado a médio prazo das politicas que estão a ser seguidas.

Longo mas educativo.



Via Mises Economics Blog

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Mesmo a tempo...

É por estas e por outras que me senti na obrigação de me afirmar capitalista e não liberal.

Deixei alguns comentários no tópico do André Amaral onde são obvias algumas incongruências lógicas no discurso. O resultado é o óbvio: "apanha" dos "liberais", dos socialistas, da esquerda e da direita porque afinal o que defende não é o liberalismo mas sim um "mini-socialismo" (é a 4ª via?) no que apenas posso interpretar como uma tentativa de compromisso entre o que seria ideal e aquilo que temos.

Demonstra acima de tudo que ao contrário da sabedoria vigente o compromisso não é a forma de agradar a todos mas, bem pelo contrário, o caminho para a frustração de todos os intervenientes.

Basta imaginar um comunista a partilhar uma ilha deserta com um capitalista? A que compromisso poderiam chegar? Uma comuna a part-time? Liberdade para produzir o seu sustento apenas da parte da manhã? A situação seria insuportável para ambos.

É por isso que não me importo nada que me chamem "radical". Em assuntos desta importância (e estamos no fundo a falar da Liberdade de agir do Homem) o compromisso é apenas o caminho mais lento para a auto-destruição.

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