Mostrar mensagens com a etiqueta Inflacção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Inflacção. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Pensamento do dia

"Just about anything you buy, rather than paper, is better. You’re bound to come out ahead, in the long pull. If you don’t like gold, use silver, or diamonds or copper, but something. Any damn fool can run a printing press." - Nelson Hunt

Ler Mais...

terça-feira, 5 de abril de 2011

E o debate continua

Nos ultimos dois anos coloquei aqui várias posições a favor de um cenário deflacionista e outras a favor de um cenário inflacionista. Por estranho que pareça a discussão estava tão quente com o SP500 nos 700 pontos e o ouro nos 800 como hoje com o SP500 a 1330 e o ouro a 1450.

Este artigo no ZH
, de Gonzalo Lira, que critica a posição de Rick Ackerman (que já aqui coloquei antes) e o que me chamou a atenção foi uma frase no meio bastante refrescante:

I’ve got a rep for being a hyperinflationist—which isn’t exactly true: I’m a dollar hyperinflationist, but a euro deflationist.

Pode parecer estranho mas o raciocínio é válido. O autor entende que a FED está muito mais disposta a financiar o governo federal dos EUA do que o BCE estará disposto a salvar os 12 governos que fazem parte da zona-euro. Até agora, do que se tem visto e das palavras agressivas de Trichet (enquanto do outro lado do Atlântico se fala de Quantitative Easing 3) é um cenário que não deve de forma alguma ser descartado.

Vale a pena recordar mais uma vez Ludwig von Mises:
"Não há forma de evitar o colapso final do crescimento artificial provocado pela expansão de crédito. A unica escolha é apenas decidir se a crise deve vir rapidamente através do abandono voluntário de mais expansão de crédito ou se, por outro lado, devemos adiar e esperar uma total catástrofe para o sistema monetário envolvido"

Seria a derradeira homenagem que a UE e os EUA, saindo os dois da mesma casa de partida, chegassem a resultados diferentes mas ambos previstos por Mises dependendo somente da política monetária que decidiram seguir para enfrentar a situação. Um colapso deflacionista (e eventual fim do euro) e uma explosão hiperinflacionista (e eventual fim do USD).

Food for thought...

Ler Mais...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Inflation: Not now

Um artigo do ZeroHedge que eu publico aqui apenas para não me sentir sozinho.

A queda do papel ainda vai demorar (mas por tardar não há-de falhar).

Ler Mais...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Provavelmente...

A noticia mais importante de 2010.

A questão é se é apenas um desvio na tendência dos ultimos anos ou se é mesmo um ponto de inversão. Para já uma andorinha não faz a primavera. Convém também lembrar que a última bolha continua a implodir resultando em taxas mais altas.

Não... uma andorinha não faz a primavera embora explique alguns preços que temos visto em meia duzia de activos.

Ler Mais...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Deflation remains the primary risk

Quando falei aqui neste mega movimento da prata disse que as minhas expectativas a nível de análise fundamental eram para um movimento em baixa e não em alta. Isto deve-se à minha visão macro de que teremos ainda um ou dois anos pela frente de forte deflação.

Acredito aliás que o euro vai ser um recorde mundial: será a primeira moeda (que eu saiba) a morrer por deflação e não por inflação como é habitual nestas coisas. Acredito também que no futuro o dólar morrerá numa crise hiperinflacionária... mas isso é depois, para lá de 2020. Por enquanto as ameaças são as mesmas que eram em 2008: uma implosão de crédito nos bancos comerciais de tamanho tão substancial que a impressão de notas pelos bancos centrais não será em quantidade suficiente para a estancar.

E é nesse sentido que deixo este artigo no ZeroHedge para relembrar que a "recuperação" é basicamente uma miragem. A prata e o ouro (e o USD) são os únicos activos de relevo que estão hoje mais caros do que estavam em 2008. Se pensarmos neles como simples commodities poderíamos dizer que eram as pressões inflacionárias, mas se olharmos para eles no seu papel histórico - o seu papel como dinheiro - confirmamos que o ambiente é deflacionário.

Isto obviamente tem pouco a ver com trading, tem a ver com o aspecto macro e com decisões que tomamos para os próximos anos e não para os próximos dias como faço (fazemos?) nos mercados. Claro que, quando o preço dos activos der sinal disso estarei muito mais descansado do lado curto do mercado do que tenho estado até agora do lado longo.

PS: Já agora, relembrar a série de posts "Cenários Deflacionistas" que aqui coloquei nos últimos anos:

Cenários Deflacionistas - Parte 1
Cenários Inflacionistas
Cenários Deflacionistas - Parte 2
Cenários Deflacionistas - Parte 3
Cenários Deflacionistas - Parte 4
Cenários Deflacionistas - Parte 5
Cenários Deflacionistas - Parte 6
Cenários Deflacionistas - Parte 7
Há ursos.
A "fascização" da crise.

Peço que tomem atenção às datas originas dos posts e que considerem que entre lá e agora muita coisa aconteceu que dá ainda mais razão a Pretcher. Nomeadamente a nível de reguladores e entidades governamentais a estancarem os processos de criação de moeda apesar dos bancos centrais.

De notar também, como é obvio relendo esses textos, que a minha visão foi fortemente moldada (ou alterada) por Pretcher nos últimos dois anos (apesar de continuar a achar que Bernanke é louco e que imprimir notas não resolve nada).

Também entretanto a leitura (se calhar muito própria) que fiz do Human Action e do Theory of Money and Credit contribui para a progressão do meu pensamento neste sentido.

Ler Mais...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A "fascização" da crise

Artigo originalmente publicado aqui.


Com todo o respeito pelo André, concordando com a sua conclusão de que a crise vai chegar a mais pessoas, discordo de praticamente tudo o resto. A ameaça não está na inflação nem necessariamente nas taxas de juros mas sim na deflação. A parte da população (em que felizmente me incluo) que manteve o seu emprego e os seus rendimentos tem sido realmente privilegiada por uma baixa de preços e da baixa da prestação da hipoteca (que reflecte uma taxa de juro particular). Esta parte da população, tirando os funcionários públicos que serão sempre os últimos a sofrer o que quer que seja, está realmente em risco mas não é de ver o seu rendimento diminuído pela inflação… está em risco de ver o seu rendimento pura e simplesmente desaparecer por falência do empregador.

Quanto aos medos da inflação devido à inundação de notas podemos ver aqui na imagem em baixo que o grande dilúvio já passou.



Não nos devemos esquecer que além da quantidade de dinheiro disponível (oferta) para podermos ter uma ideia do futuro caminho dos preços precisamos também de saber quais são as intenções dos consumidores (procura) e a realidade é que continua a haver uma grande procura de cash. Massa monetária a crescer a 0% e maior procura por dinheiro equivale a uma descida generalizada dos preços ou deflação no sentido comum da palavra.

Neste período de deflação as taxas de juro não se comportam de forma homogénea. Ignorando por breves momentos que não estamos num mercado livre o simples facto de as pessoas quererem aumentar as suas reservas de dinheiro (como vimos em cima) significa que têm menos para emprestar, logo as taxas de juro devem (genericamente) subir. As taxas de juro estáveis e historicamente baixas são apenas observáveis durante largos períodos de tempo num sistema monetário estável com recurso ao padrão ouro, o sistema em que vivemos quer esteja em inflação ou deflação apenas consegue fornecer taxas de juro manipuladas e instáveis. O gráfico em baixo mostra um cenário normal para deflação:



Como podemos ver nos últimos meses há taxas de juro que sobem e outras que descem. O raciocínio é simples, conforme existe uma maior necessidade de dinheiro e de o preservar os aforradores e investidores fogem de toda a dívida que seja dúbia e abdicam de um maior retorno por uma maior segurança. Não é difícil compreender que a Alemanha tenha hoje taxas de juro mais baixas que há 6 meses atrás enquanto que “lixo tóxico” como Portugal e Grécia estejam exactamente na situação oposta, nem a manipulação do BCE conseguiu alterar isto… apenas abrandar o ritmo. Ironicamente, os EUA com a sua economia completamente estropiada apresentam-se como o maior beneficiário de uma baixa das taxas de juro fruto do USD e do seu papel como moeda de reserva mundial.

Mais: os fundos que os Estados estão a tomar dos aforradores são fundos que não estarão disponíveis para o sector privado e são estes que vêm as suas taxas de juro aumentar. Não é segredo nenhum que o sector privado está altamente endividado e os maiores custos que vão ter com os empréstimos, conjugado com uma receita diminuída própria de deflação é o que vai enviar os que até agora estiveram protegidos da crise para o desemprego. Com pacotes salariais altamente rígidos e a lei que temos vai ser muito difícil (genericamente) renegociar em baixa os salários das pessoas, o que seria a única coisa que poderia salvar o seu emprego. Os que tiverem os seus rendimentos compostos de partes variáveis (raro em Portugal) serão os que mais facilmente poderão contribuir para a estabilidade da empresa e do seu posto de trabalho.

Quanto às hipotecas não é liquido que subam, aquilo é uma taxa de juro de amigos para amigos e algo que o BCE tenta influenciar ao contrário dos empréstimos que o banco XPTO faz à empresa ABC onde a interferência do BCE faz indirectamente com que estes subam. O funcionalismo público continuará a estar protegido até porque se os custos dos juros da nação subirem exponencialmente teremos uma “solução Grega” para os problemas nacionais com a UE/FMI a emprestar-nos dinheiro fora do mercado principal.

Conclusão: Vai haver mais afectados pela crise mas não vai ser muito democrático. O funcionalismo público continuará a estar protegido como sempre às custas do sector privado que continuará a pagar a crise, os que tiverem a sorte de fugir ao desemprego pagarão pelos impostos. Uma inflação galopante e a verdadeira democratização só aparecerão depois de um sigma 10 no sistema financeiro que se concretizará por uma falência soberana relevante como, por exemplo, Espanha. Até lá continuaremos os mesmos… na mesma. Inclusive o PSD.

Ler Mais...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Há ursos

E depois dos ursos, há o Pretcher com a sua teoria deflacionista que aqui tenho partilhado nos vários artigos que tenho colocado opondo teorias inflacionistas a deflacionistas.

Mr. Prechter is convinced that we have entered a market decline of staggering proportions — perhaps the biggest of the last 300 years

E o que isto pode querer dizer para o nosso amado ouro? Apesar de no artigo não se falar nisso a visão de Pretcher é uma vinda abaixo dos valores do ano passado (que ficaram mais ou menos nos $600) e que só depois disso o ouro entrará num novo bull market de proporções épicas.

Apesar de partilhar a visão de Pretcher para as acções não sou tão pessimista para o ouro. Se acreditarmos que o ouro é uma commoditie como outra qualquer é natural que as forças deflacionárias o tragam para baixo. Se considerarmos, como eu considero, que o ouro é dinheiro então temos que admitir que numa deflação o dinheiro ganha valor.

Na dúvida, retoma-se o negócio de sempre do inflacionista. Compra-se ouro e vende-se acções do lado curto. Mesmo que esteja errado e o ouro venha por aí abaixo só uma catástrofe para perder mais (em termos percentuais) que os mercados accionistas. O que perdermos num lado será mais que compensado do outro e teremos sempre a segurança do ouro (contando que seja físico).

Artigo completo.

Ler Mais...

terça-feira, 25 de maio de 2010

A deflação e a inflação

O tema já não é hoje, como era em 2007, capa de jornal mas o debate ainda aí anda e as recentes intervenções dos bancos centrais na economia e as subidas espectaculares da maior parte dos índices accionistas e commodities fazer resurgir o medo da explosão hiperinflacionária.

Uma boa altura para mais um artigo de Fekete e um gráfico da M3 que cheira a implosão deflacionária. A hiper-inflação provavelmente virá, mas terá de esperar primeiro por um wipeout deflacionário.

Ler Mais...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Marc Faber: Os mínimos estão feitos

O famoso Dr. Doom está convencido que Ben Bernanke não deixará o mercado voltar a cair como em 2008.

If we go down by say 10-20% on the S&P 500, our money printer in the US, Mr. Ben Bernanke will flood the market with liquidity, weakening the dollar, supporting equities and other assets."



Eu continuo a questionar-me se a vontade de Bernanke vai ter muito a ver com o assunto, mas convenhamos que Marc Faber percebe mais disto do que eu.

Ler Mais...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cenários deflacionistas (VII)

À semelhança do que tinha aqui deixado para os EUA, deixo agora o crescimento da M3 para a zona euro que registou um crescimento negativo em Novembro e Dezembro de 2009.






Fonte: Banco Central Europeu

Ler Mais...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Cenários deflacionistas (VI)

Robert Pretcher parece concordar comigo que o topo está encontrado para os principais índices mundiais, mas vai mais longe recuperando nesta entrevista alguns dos pontos que defende e apontam para uma depressão deflacionária nos próximos tempos.



Nada estará a salvo segundo ele. Nem ouro, nem dinheiro no banco (bom... depende do banco).

Ler Mais...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tio Patinhas e a Inflação

Não sei se sou o único mas quando era pequeno adorava o Tio Patinhas. Mesmo o Tio Patinhas e não os livros genéricos do "Patinhas" em que apareciam todos menos o verdadeiro Tio Patinhas.

Não gostava do Patacôncio, o Pato Donald sempre o achei meio parvo e o Mickey lá se aturava. O que menos gostava era o Gastão e os Metralhas que andavam sempre a querer gamar o Tio Patinhas.

Agora que já sabem que sempre fui uma criança perturbada deixo-vos com uma lição sobre a inflação do próprio Tio Patinhas. Eu acho que isto é dos Duck Tales mas não me lembro deste episódio em Portugal.



Já vos disse que adorava o Tio Patinhas? Um tipo com medo do "dinheiro fácil"... realmente cresci com valores que hoje são considerados estranhos.

Ler Mais...

domingo, 31 de janeiro de 2010

Cenários deflacionistas (V)

Este gráfico da ShadowStats conta uma história muito diferente daquela que aflige a maior parte do mercado, com uma M3 com um crescimento anual negativo a história é de deflação e não apenas nos mercados de capitais como no ano passado mas de uma forma generalizada.



Vamos a ver se é algo ocasional ou se é o inicio da crise deflacionária de proporções que podem apenas relembrar os anos 30.

Ler Mais...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cenários deflacionistas (IV)

A primeira vez que aqui falei nos cenários deflacionistas foi para falar na visão não só de Fekete mas principalmente de Robert Pretcher que ele detalha no seu livro Crash Proof. O principal motor da deflação, segundo Pretcher é a psicologia. No que toca ao cidadão comum isto traduz-se na falta de vontade de pedir emprestado para consumir (ao contrário do que vimos, principalmente, na última década) o que impede os bancos de expandirem as suas massas monetárias mas o cidadão comum não é o único a contribuir para este ambiente deflacionário, Pretcher afirma que serão os próprios governos a passar legislação nesse sentido. Ora, todos sabemos como os principais governos andam demasiado ocupados a imprimir notas ultimamente, como é possível alguém pensar que irão os principais inflacionistas contribuir para a deflação?

É um contra-senso mas é assim mesmo, se os políticos soubessem o que andam a fazer provavelmente nunca teríamos os problemas que tivemos, como não sabem de manhã imprimem notas e de tarde passam legislação contra imprimir notas como se pode ver na proposta de lei de Obama para o sector bancário:

The White House wants commercial banks that take deposits from customers to be barred from investing on behalf of the bank itself—what’s known as proprietary trading—and said the administration will seek new limits on the size and concentration of financial institutions.

Sendo que certamente vai atingir muito mais os mercados accionistas e de obrigações (eu ficarei estupefacto se o mercado de obrigações não tiver uma excepção) não é de ignorar o efeito de spill over nos "bens de mercearia".

Ler Mais...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O dinheiro explicado a crianças

Era uma vez tres irmaos pequenitos. Todos gostavam de berlindes. Cada um tinha 10 berlindes. Havia entao 30 no total. As segundas e tercas a noite o mais velho lava-va a loica, as quartas e quintas o irmao do meio, sextas e sabados ou mais novito. Ao domingo os pais levavam os putos comer fora. Havia outras tarefas, como arrumar o quarto, lavar a casa-de-banho, etc. que tambem eram divididas igualmente entre os tres. O irmao mais velho nao gostava de lavar a loica e as vezes pagava com um berlinde ao do meio para ele lavar a loica em vez dele. O mais novito nao gostava de arrumar o quarto e pagava um berlinde a quem fizesse o trabalho por ele. Enfim, havia comercio entre eles, e havia cambios (1 berlinde = 1 lavar a loica; 2 berlindes = 1 lavar a casa de banho) e os cambios as vezes mudavam consoante a oferta e procura e a disposicao dos pequenos. Ainda estas a ler?

Ok, entao agora imagina que passado algum tempo o irmao mais velho ja nao tinha berlindes e o do meio tinha 12, e o mais novo 18. Imagina tambem que o mais velho pedia ao mais novo para lavar a loica ao preco de 1 berlinde. Que fazer? O mais velho ja nao tem berlindes... Mas ai aparece a impressao papel, papel esse que diz "vale 1 berlinde", escrito pelo mais velho. O mais novito aceita. No dia a seguir o mais velho pede ao irmao do meio para lavar a loica. O do meio diz "tu ja nao tens berlindes, mas eu lavo a loica se me deres dois (2) papeis a dizer vale um berlinde" (inflacao). Agora ha 33 berlindes (30 + 3 papeis). Podes continuar.


C.N. respondendo à questão de como é impresso o dinheiro.

Ler Mais...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Para que caminho segue a Venezuela?

Era esta a pergunta de hoje no Caldeirão e ao principio pretendia apenas guardar aqui, para memória futura, este comentário que deixei em jeito de resposta:

Segue exactamente para o mesmo caminho que todos os outros caminharam quando tentaram estas políticas. Ao principio esta medida conseguirá apenas subsidiar o mercado negro pois será o ponto mais fácil de abastecimento para quem quiser fazer uns trocos.

No entanto, esta situação não irá durar muitos meses. Eventualmente os fornecedores recusam-se a vender a estes preços por várias razões, a principal porque em muitos casos os preços decretados não servem para cobrir os custos e mais cedo ou mais tarde o único mercado a funcionar para bens essenciais é o clandestino.

O Governo tentará como sempre retaliar contra estas pessoas que ele criou mas que serão vistas apenas como o anti-cristo e especuladores maléficos. Alguns serão presos e feito deles um exemplo. Isto fará o preço dos bens subir ainda mais para cobrir o risco.

Eventualmente grande parte da população fica mesmo sem acesso nenhum aos bens que necessita porque já não tem dinheiro para as comprar no mercado negro. O descontentamento social agrava-se, os poucos “comerciantes” que existem serão perseguidos não apenas pelo Estado como pela população esfomeada. Roubos e assassinatos em plena luz do dia serão algo comum até se transformar em pura pilhagem e desobediência civil que culminará num golpe de Estado capaz de colocar alguém mais competente na liderança da Nação ou na chacina dos que tentarem o golpe.


Mas o mais engraçado foi este link da Bloomberg que o Miguel aqui deixou. Sem eu saber já tudo isto se tinha passado na Venezuela, acontece que Chavez de história sabe pouco. Isto não é futurologia, é certo como a gravidade.

Ler Mais...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Pensamento do dia

"All the perplexities, confusion and distress in America arise not from defects in their Constitution or Confederation, nor from want of honor or virtue, so much as downright ignorance of the nature of coin, credit, and circulation."

John Adams - "Pai fundador" dos Estados Unidos da América

Ler Mais...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Cenários Inflacionistas (II)

Para contrapor ao artigo que deixei aqui há dias do Rick Ackerman deixo este do Gary North:

Why the Deflationist Argument Is Wrong in Both Theory and Practice

The deflationists do not understand these crucial facts:

1. the FED is 100% in control over the size of M1.
2. The FED has chosen to imitate post-1990 Japan.
3. Japan has has not had a year since 1990 in which consumer prices fell into negative territory by as much as 2%.
4. The money supply shrank in the Great Depression because 9,000+ banks failed.
5. The government passed the FDIC law in 1934.
6. The money supply has not shrunk since then.


PS: Confesso ter alguns problemas com a primeira afirmação. Enviei uma mensagem ao autor sobre o assunto, se receber resposta publico.

Ler Mais...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Cenários deflacionistas (III)

Mais um artigo interessante de Rick Ackerman sobre o debate inflação vs deflação.

O Rick sempre esteve do lado da deflação (apesar de acreditar num estoiro hiper-inflacionário pós-deflação) e por enquanto tem tido os mercados deste lado. A questão será talvez se a "recuperação" que estamos a ver desde Março é apenas um intervalo neste episódio deflacionário ou se é o dinheiro impresso pelos bancos centrais a chegar à economia.

Ler Mais...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Conhecer e Vencer a Crise

Aqui o vosso querido autor do Inflaccionista vai estar no próximo mês de Novembro em mais uma acção de formação da ACE. O curso dado vai ser o Conhecer e Vencer a Crise no dia 14 de Novembro pelas 14h30 na Amadora.

Inscrevam-se que posso dizer, como parte completamente interessada, que o curso é um bom curso.

Ler Mais...