segunda-feira, 28 de julho de 2008

Irlanda não quer repetir referendo

Uma sondagem completada recentemente na Irlanda revela que os Irlandeses não querem ver o Tratado de Lisboa novamente referendado. Mas pior que isto, para a carreira de Sócrates, é que 62% dos inquiridos diz que iria votar "Não" se houver um segundo referendo aumentado assim a margem da vitória por mais de 20 pontos percentuais. 17% dos que votaram "Sim" da primeira vez não o voltariam a fazer porque acham que os politicos europeus não respeitam os Irlandeses.


Outras perguntas interessantes feitas na sondagem:
1) Acha que os politicos europeus respeitam a votação da Irlanda?
67% diz que não

2) Se os restantes 26 membros da UE aprovarem o tratado acha que a Irlanda também tem de o fazer?
61% diz que não

3) Voltará a votar no actual primeiro ministro se ele convocar um segundo referendo?
53% diz que não

Link para a noticia original (em inglês)

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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Estados Socialistas da América

A Bloomberg reporta-nos esta semana que o Congresso americano anda muito ocupado. Descobriram recentemente, não apenas que os especuladores são os culpados pelos preços alto do petróleo como são também responsáveis pelos preços baixos das empresas financeiras nos EUA. Aparentemente a desvalorização do dólar não terá nada que ver com o preço do petróleo nem o facto de terem já falido este ano 5 bancos e se falar abertamente da nacionalização da Fannie e da Freddie (os maiores detentores de hipotecas nos EUA, com um valor superior a 5 triliões de dólares) estará obviamente relacionada com o baixo preço das acções neste sector.

Num caminho cada vez mais socialista (de uma marcha que já começou há muitas décadas) é uma questão de seguirmos o raciocínio e podermos contar, a prazo, com o retrocesso completo. Politicas proteccionistas, taxas alfandegárias a aumentar, diminuição do comércio mundial e as obvias tendências nacionalistas que de certo darão origem a um ou dois ditadores em locais que de certo hoje não esperamos. As guerras pelos recursos energéticos dos quais dependem as nações ocidentais serão também assumidas com maior naturalidade que o autoritarismo de um estado concentrado (déspota ou não) permite.

Agora aceito apostas… a continuarmos neste caminho socialista quem duvida que, de uma forma ou de outra, a culpa disto tudo vai ser atribuída ao capitalismo?

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Os especuladores da cebola

Este excerto da CNN fala-nos sobre as cebolas. Acontece que nos anos 50 os agricultores achavam que o que andava a suprimir o preço da cebola eram os especuladores no mercado de futuros (esta maldita corja da sociedade não só têm culpa dos preços altos como dos preços baixos) e pediram para que fosse banida a comercialização dos mercados de futuros.

Que resultado podemos esperar? Ver o bold abaixo...


The bulbous root is the only commodity for which futures trading is banned. Back in 1958, onion growers convinced themselves that futures traders (and not the new farms sprouting up in Wisconsin) were responsible for falling onion prices, so they lobbied an up-and-coming Michigan Congressman named Gerald Ford [*] to push through a law banning all futures trading in onions. The law still stands.

And yet even with no traders to blame, the volatility in onion prices makes the swings in oil and corn look tame, reinforcing academics’ belief that futures trading diminishes extreme price swings. Since 2006, oil prices have risen 100%, and corn is up 300%. But onion prices soared 400% between October 2006 and April 2007, when weather reduced crops, according to the U.S. Department of Agriculture, only to crash 96% by March 2008 on overproduction and then rebound 300% by this past April.

The volatility has been so extreme that the son of one of the original onion growers who lobbied Congress for the trading ban now thinks the onion market would operate more smoothly if a futures contract were in place.

Retirado do Caldeirão de bolsa

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terça-feira, 8 de julho de 2008

A inflacção monetária

Este artigo fala-nos sobre a inflacção monetária. Como surgiu a inflacção monetária e como serviu de imposto escondido sobre as populações.

More characteristically, the mint melted and recoined all the coins of the realm, giving the subjects back the same number of "pounds" or "marks," but of a lighter weight. The leftover ounces of gold or silver were pocketed by the King and used to pay his expenses

Numa altura em que a inflacção começa a acelerar convém relembrar quem são os que mais sofrem com este imposto.

Particular sufferers will be those depending on fixed-money contracts — contracts made in the days before the inflationary rise in prices. Life insurance beneficiaries and annuitants, retired persons living off pensions, landlords with long-term leases, bondholders and other creditors, those holding cash, all will bear the brunt of the inflation. They will be the ones who are "taxed.

A virtualização do dinheiro através do papel moeda que faz com que seja impossível medirmos a nossa riqueza em termos absolutos ao longo do tempo faz com que a inflacção seja muito mais dissimulada do que antigamente em que bastava pesar a moeda para ver o que o Rei tinha feito. Hoje as notas são simplesmente imprimidas e até que esse dinheiro novo seja perceptível e conduza a uma inflacção generalizada pode levar anos e os efeitos que vemos hoje podem ser apenas o ínicio da inflacção monetária que houve nos ultimos 20 anos.

Fica a citação que finaliza o artigo:
To avoid being blamed for the nefarious consequences of inflation, the government and its henchmen resort to a semantic trick. They try to change the meaning of the terms. They call "inflation" the inevitable consequence of inflation, namely, the rise in prices. They are anxious to relegate into oblivion the fact that this rise is produced by an increase in the amount of money and money substitutes. They never mention this increase. They put the responsibility for the rising cost of living on business. This is a classical case of the thief crying "catch the thief." The government, which produced the inflation by multiplying the supply of money, incriminates the manufacturers and merchants and glories in the role of being a champion of low prices by Mises

Faz lembrar os especuladores que foram crucificados ainda há poucas semanas? Os produtores de petróleo?

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G8 pede aumento rápido da produção de petróleo

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segunda-feira, 16 de junho de 2008

Hino ao dinheiro

Esta é uma tradução livre de um artigo de Ayn Rand. Conhecida filósofa Russa do século XX e faz parte do seu trabalho Atlas Shrugged. A tradução foi feita por mim que não sou de forma algum especialista em tradução de obras literárias portanto aguentem-se ou leiam a versão original :)


Valor por valor

Então você pensa que o dinheiro é a origem de todos os males? Alguma vez pensou qual era a origem do dinheiro? O dinheiro é uma ferramenta de troca, que não pode existir a não ser que haja bens produzidos, e que hajam homens para os produzir. O dinheiro é a forma material do principio que os homens que pretendem lidar uns com os outros terão que o fazer através do comércio e trocar valor por valor. O dinheiro não é ferramenta para os preguiçosos que se apoderam dos seus produtos através das lágrimas ou dos conquistadores que se apoderam dele pela força. O dinheiro é apenas possível pelo esforço daqueles que produzem... é isso que considera maléfico?

Quando aceita dinheiro em troca do seu trabalho, fá-lo na convicção de que o poderá trocar pelos produtos que são o trabalho de outros. Não são os preguiçosos nem os conquistadores que dão valor ao dinheiro. Nem um oceano de lágrimas ou todas as armas do mundo poderão transformar esse papel na sua carteira em pão e manteiga que precisa para sobreviver amanhã. Esses bocados de papel, que deviam ser ouro, são um pedaço de honra - são o seu direito à energia e trabalho de homens que produzem. A sua carteira é a sua esperança de que algures no mundo que o rodeia há homens que cumprirão o principio moral da origem do dinheiro. É isso que considera maléfico?


A riqueza é o produto do pensamento humano

Alguma vez pensou na origem da produção? Observe um motor eléctico e ouse pensar que o seu esforço é o resultado de bestas musculares irracionais. Tente plantar uma semente de trigo sem o conhecimento deixado por gerações anteriores. Tente produzir comida apenas com movimentos físicos... aí descobrirá que é a mente do homem que é a origem de todos os bens produzidos e de toda a riqueza na Terra.

Mas você diz que o dinheiro é feito pelos fortes à custa dos fracos. Que força ? Não é a força das armas ou dos musculos. A riqueza é produzida pela capacidade de o homem pensar. É justo dizer que a riqueza do homem que inventou o motor foi feita à custa daqueles que não inventaram nada? É o dinheiro feito pelos inteligentes à custa dos estupidos? Ou pelos competentes à custa dos preguiçosos? O dinheiro é feito - antes de poder ser conquistado ou pedido - pelo esforço de todos os homens honestos, até ao limite da sua competência. Um homem honesto é aquele que sabe que não pode consumir mais do que produz.

Cada homem é dono do seu próprio raciocinio e trabalho

Fazer trocas através do dinheiro é o codigo de conduta dos homens de bem. O dinheiro jaz no axioma de que cada homem é dono do seu próprio trabalho e raciocinio. O dinheiro não permite que algum poder anule o valor do seu trabalho. O dinheiro permite-lhe obter do seu trabalho e dos seus bens aquilo que outros homens acham que valhe mas não mais do que isso. O dinheiro não permite mais nenhum acordo do que aqueles considerados justos entre dois homens de raciocinio livre. O dinheiro exige de si o reconhecimento de que os homens têm que trabalhar para o próprio beneficio - para o seu ganho próprio, não para seu prejuizo. O reconhecimento de que os outros homens não são burros de carga, de que tem de lhes oferecer valor e não ferimentos - que o que une os homens é a troca de bens e não a troca de violência entre mestre e escravo. O dinheiro impede que venda a sua fraqueza à estupidez dos homens e obriga-o a vender o seu talento à razão dos homens. Exige que compre, não o que tiver qualidade discutível mas o melhor que o seu dinheiro pode comprar. E quando os homens vivem através do comércio - com a razão e não a violência como árbitro - é o melhor produto que vence. É o homem de melhor pensamento e habilidade que vence e a sua recompensa é medida em produtividade. Este é o código de coexistência para quem usa o dinheiro como ferramente... é isto maléfico?

A escumalha que tenta inverter a ordem da causalidade

Mas o dinheiro é apenas uma ferramenta. É o meio para comprar o que desejar mas o dinheiro não lhe cria o desejo.

O dinheiro não compra felicidade a alguém que não sabe o que quer. O dinheiro não criará um código de valores se o homem não sabe o que tem valor. Não dará aos homens um objectivo se estes não sabem o que procurar. O dinheiro não comprará inteligência ao ignorante, admiração ao cobarde nem respeito aos incompetentes. O homem que tenta comprar a inteligência dos outros com dinheiro (tentando substituir inteligência por dinheiro) acaba por ser vitima dos que lhe são inferiores. Os homens de inteligência deixalo-ão e será rodeado por vigaristas que imporão a lei de que nenhum homem pode ser mais pequeno que a sua carteira. É por isto que acha o dinheiro maléfico?

O dinheiro não serve a mente medíocre

Apenas o homem que não precisa da riqueza é livre para a obter - o homem que faria a sua fortuna independetemente das sua origem como ser humano. Se um herdeiro é igual ao seu dinheiro este serve-o caso contrário destroi-o. Mas você olha e queixa-se que o denheiro corrompeu o herdeiro. Será? Ou foi ele que corrompeu o dinheiro? Não tenha inveja de um herdeiro - a riqueza dele não é a sua e você não teria feito melhor. Não pense que essa riqueza devia ter sido distribuida por outros: colocar 50 parasitas no mundo em vez de apenas um não traria vantagens a ninguém.

O dinheiro não serve mentes medíocres... é por isso que diz que o dinheiro é a origem do mal?

O dinheiro como meio de sobrevivência

O dinheiro é o seu meio de sobrevivência. O veredicto que pronuncia sobre o seu meio de sobrevivência é o veridicto que pronuncia sobre a sua própria vida. Se a origem é corrupta então toda a sua existência é corrupta. Conseguio o seu dinheiro através de fraude? Por apelar aos vícios dos homens ou à sua estupidez? Por lisonjear idiotas à espera de receber mais do que merece? Baixando o seu próprio nível de expectativas? Fazendo trabalho que despresa para patrões que detesta?

Se assim for então o seu dinheiro não lhe dará um momento de prazer. Todas as coisas que comprar não serão um tributo a si mas uma repreensão. Não o culminar de algo mas apenas vergonha. Então gritará que o dinheiro é mau. Mau porque não se preocupa com o seu amor-próprio? É por isto que acha que o dinheiro é mau?

O dinheiro é um efeito e você é a causa

O dinheiro será sempre um efeito e recusa-se a ser a causa que é o homem. O dinheiro é produto da virtude mas não dará ao seu portador virtude nem o curará dos seus vicios. É daqui que vem o seu ódio ao dinheiro?

Ou será que o que quer dizer é que é o amor ao dinheiro que é a raiz da mal? Porque amar alguém ou alguma coisa é conhecer e amar a sua natureza. Amar o dinheiro é saber e amar o facto de saber que o dinheiro é o produto do seu potencial e que é a forma de trocar o que de melhor faz pelo que de melhor faz o seu vizinho. O que grita mais alto contra o dinheiro é aquele que era capaz de vender a alma por um cêntimo. Os amantes do dinheiro estão dispostos a trabalhar por ele. Deixe-me dar-lhe esta regra simples: O que odeia o dinheiro obteve-o de forma desonesta enquanto que aquele que o ama trabalhou por ele.

O unico substituto para o padrão ouro é a ponta de uma arma

Fuja o mais rápido possível de quem lhe diz que o dinheiró é a origem do mal. A frase é sussurrada pelos salteadores. Enquanto os homens viverem juntos em harmonia e necessitarem da ajuda uns dos outros o unico substituto do dinheiro será a ponta de uma arma.

O dinheiro é o barómetro da sociedade

Mas o dinheiro requer de si virtude se o pretende ganhar ou manter. Homens sem coragem, orgulho ou amor-próprio - homens que não têm o sentido moral do dinheiro que lhes pertence e que não estão dispostos a defende-lo como defenderiam a sua vida, homens que pedem desculpas por serem ricos - não permanecerão ricos por muito tempo. São estes as vitimas naturais para os salteadores que se escondem debaixo de pedras durante séculos mas que surgem à primeira visão de um homem que que se sente culpado pela sua riqueza. Eles depressa se ocuparão de sarar a culpa destes homens - tal como merecem.

Então surgirão homens com visão dupla. Aqueles que vivem pela força mas no entanto esperam que os que vivem pelo comércio criem valor para eles. Andam à boleia da virtude dos outros. Numa sociedade moral estes serão criminosos e leis serão escritas para proteger os produtores desta gente. Mas quando a sociedade protege estes criminosos e salteadores de virtude alheia estes crêm que é correcto roubar de homens indefesos apenas porque há uma lei que os obrigou a entregar as armas. Mas o seu dinheiro atrairá outros criminosos que lhes ficarão com o dinheiro da mesma forma que eles ficaram com o seu e então começa a corrida e aí o dinheiro irá não para o melhor homem mas para aquele que for mais bruto e impiedoso... e a sociedade cairá em ruína.

Para saber se esse dia está a chegar olhe para o dinheiro - ele é o barómetro da virtude de uma sociedade. Quando reparar que o dinheiro troca de mãos não por consentimento par por compulsão - quando reparar que para produzir precisa de autorização de quem não produz nada - quando vir que o dinheiro vai para aqueles que negoceiam não produtos mas favores. Quando as leis não o protegem para protegerem que não produz - quando a corrupção é recompensada e a honestidade um sacrificio - reconhecerá que a sociedade em que vive está condenada. O ouro é nobre o suficiente que não compete com armas e não chega a termos com a brutalidade. Não permitirá que um país sobreviva como metade produtividade metade pilhagem.


O papel moeda [em oposição ao padrão ouro] é uma hipoteca sobre riqueza que não existe

Quando os destruidores surgem entre os homens começam sempre por destruir o padrão ouro pois é ele a protecção da riqueza do homem e a base da existência moral do dinheiro. Os destruidores confiscam o ouro e deixam falsificações de papel. Isto destroi todas as medidas objectivas de riqueza e deixa aos homens entregues ao comércio sobre valores arbitrários. O ouro é uma unidade de medida sobre a riqueza existente, o papel moeda é uma hipoteca sobre riqueza que ainda não existe suportada por armas apontadas aqueles que a terão que produzir. O papel moeda é um cheque passado pelos salteadores de uma conta que não é deles, à custa dos produtores da sociedade.

Quando corrompem os meios de sobrevivência não esperem que os homens se mantenham bons. Não esperem que os seus padrões de moralidade se mantenham intactos. Não esperem que aumentem a produção em tempos que a produção é desdenhada e o roubo incentivado.

E assim encontramo-nos no auge de produtividade de uma das maiores nações de sempre e mesmo assim perguntamo-nos porque parece tudo desmorenar à nossa volta enquanto você amaldiçoa o dinheiro. Durante toda a história do homem o dinheiro foi corrompido por salteadores que apenas mudaram de nome mas que mantiveram os métodos: confiscar a riqueza e manter os produtores reduzidos, difamados e deprivados de honra. Essa frase sobre o dinheiro que sai da sua boca descuidada vem de um tempo em que a riqueza era criada pelos escravos. Escravos que repetiam tarefas descobertas por alguém séculos antes e deixadas assim, sem melhorias ao longo do tempo. Enquanto a produção for governada pela força e a riqueza obtida pela conquista haverá pouco para conquistar. No entanto, durante todos estes séculos os homens exaltaram os conquistadores como os aristocratas da espada, os aristocratas de nascimento, os aristocratas do governo e desdenharam sempre dos escravos, dos comerciantes, dos lojistas e dos insdustrialistas.


O país do dinheiro

Para glória da humanidade houve pela primeira - e única - vez na sua história um país do dinheiro. E não há maior tributo que eu possa fazer à América pois isto significa: um país de justiça, de liberdade, de pensamento, de produção e concretização. Pela primeira vez o homem, a sua mente e o seu dinheiro foram postos em liberdade e a riqueza e fortuna foram conseguidas não por conquista mas pelo trabalho e em vez de escravos surgiram os verdadeiros criadores de riqueza, o grande trabalhador, o maior ser humano - o industrialista americano.

Se me perguntarem qual a maior distinção do povo Americano, escolheria - porque contém tudo o resto - o facto de que foram eles que inventam a expressão "fazer dinheiro". Nenhuma outra nação ou linguagem tinha usado esta combinação de palavras antes. Os homens sempre pensaram na riqueza como uma quantidade estática - para ser apreendida, herdada, pedida, partilhada, roubada ou obtida através de favores. Os americanos foram os primeiros a compreender que a riqueza tem de ser criada. A fraze "fazer dinheiro" contém a essência da moralidade.

No entanto, foi por essas palavras que os americanos foram denunciados como uma cultura podre pelos habitantes do continente dos salteadores. E agora os dizeres dos salteadores fazem com que os americanos encarem os seus maiores feitos com vergonha. Vêm a sua prosperidade com culpa, os seus industriais como guardas e as vossas fábricas como locais de trabalho para escravos em nada melhor do que as pirâmides egipcias. Aquele que não consegue destinguir o poder do ouro sobre o poder do chicote devia servir sobre ambos até descobrir a diferença.

Enquanto não redescobrirem que o dinheiro é a origem de todo o bem estão a pedir a vossa destruição. Quando o dinheiro deixa de ser a ferramenta pela qual os homens lidam uns com os outros então são os homens que se transformam em ferramentas. Sangue, chicotes e armas - ou ouro. A escolha é vossa e o tempo escasseia.



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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Dinheiro honesto

Encontrei no YouTube uma entrevista antiga (1995) feita ao candidato presidencial (entretanto perdeu as primárias) republicano Ron Paul.

Para quem não sabe o que é realmente o dinheiro e porque é que o "papel moeda" nos leva a ciclos de recessão e inflacção constante esta entrevista pode ser uma revelação.

Infelizmente não tem legendas.

Honest Money 1/4
Honest Money 2/4
Honest Money 3/4
Honest Money 3/4

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Obrigado Irlanda!

A constituição Irlandesa, ao contrário da dos outros 27 países da União Europeia, foi desenhada para proteger as populações dos abusos do poder politico. É preciso ter visão numa altura em que se desenha a constituição de um país para reconhecermos que como politicos (os que escrevem a constituição) são humanos e vão cometer erros e que apesar disso os interesses nacionais devem ser resistentes ao erro politico.

Assim, a Irlanda foi o unico país a ir a votos sobre o referendo de Lisboa. Depois de ontem no Parlamento Socrates nos ter explicado que não houve referendo em Portugal porque a sua carreira politica europeia estava em jogo todos os Europeus que gostavam de debater o assunto depositaram a sua esperança na Irnlanda... compensou: o ministro do interior Irlandês acaba de reconhecer a vitória do "Não" e morreu o tratado de Lisboa.

Obrigado Irlanda, pela lição de democracia aos líderes europeus.

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