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domingo, 17 de abril de 2011

Atlas is shrugging

No seguimento do post anterior

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

No. You didn't!

Parece que em terras de sua majestade o resultado do referendo islandês, este sábado, não foi bem recebido, razão pela qual ponderam levar o caso para os tribunais europeus:

“We had an obligation to people in this country who’d saved with those banks. We have an obligation now to get that money back and we will continue to pursue that until we do.

“There is a legal process going on and we will carry on through these processes. There is a very substantial amount of money involved – billions of pounds.”


Não não tinham. Não tinham nenhuma obrigação perante pessoas que depositam o seu dinheiro num qualquer banco à procura de maior rentabilidade. Não tinham nenhuma obrigação de nacionalizar bancos, não tinham nenhuma obrigação de brincar aos papás e às mamãs com a população que é maior e vacinada.

E os islandeses também não têm nenhuma obrigação de sustentar os vossos vicios paternalistas. Deal with it.

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sexta-feira, 25 de março de 2011

Começar do zero

Após uma paragem no blog devido a questões de saúde há que reiniciar a activade. A queda do Governo e o FMI parecem-me um bom tema:

Le roi est mort. Vive le roi.

Caiu Sócrates e (presumivelmente) levanta-se Coelho. O país e. mais importante, quem cá vive continuará de rastos. O PSD afinal de contas está preparado para viabilizar o PEC que chumbou. Está preparado para aumentar impostos que rejeitou. Está preparado para chamar o FMI para poder dividir o custo político. Está enfim preparado para governar porque como fica claro nos últimos dias o PSD nunca teve nenhum problema com esta forma de governar mas apenas com o personagem que governava. Afinal de contas vamos a votos por uma questão pessoal e Passos Coelho consegue desiludir todos aqueles que diziam que se chegasse a primeiro-ministro abandonaria qualquer ideia liberal que tivesse, o homem conseguiu abandona-las antes disso.

Tirada que está do caminho a questão política (ou a questão pessoal de quem lidera o rebanho de ovelhas até ao altar) será melhor focarmo-nos no que vai acontecer às nossas vidas. O FMI vem a caminho para nos emprestar dinheiro, não que vá alguém fazer alguma coisa de jeito com esse dinheiro mas sim para que o Estado possa pagar a uma quantidade de idiotas que foram estúpidos o suficiente para nos emprestar dinheiro. Mais tarde obviamente teremos de pagar ao FMI mas este não será tão idiota como os primeiros que nos emprestaram dinheiro e imporá condições no empréstimo que garantam alguma probabilidade que este seja pago. Ora como é fácil de prever isto implica obviamente um corte no peso do Estado (viva o FMI) e um aumento da carga fiscal que o Bloco Central está demasiado ansioso para colocar em prática (abaixo o FMI) isto porque a dívida não se paga quando se chega a um valor mágico do défice de 3% mas sim quando se consegue ter um superavit, coisa que nem Sócrates nem Coelho planeiam ter. É preciso lembrar que a ideia de austeridade destes senhores é endividarem-se a um ritmo de 1.2 milhões de euros por hora.

Vamos então passar por um período que promete mais desemprego e menos rendimento disponível para que os anteriormente mencionados idiotas possam receber o seu dinheiro de volta. Sócrates diz que tem de ser porque “não somos caloteiros” (qualquer entidade que tenha pagamentos em atraso do Estado é pura coincidência) enquanto que Coelho fala em “honrar os compromissos” que é uma coisa muito bonita mas outro caminho é possível: tratamento de choque.

O país não precisa do FMI, o país precisa de acordar para a realidade, assumir que se endividou demais e honestamente dizer aos idiotas credores que não pode pagar o que prometeu. Obviamente Portugal será arredado dos mercados de dívida durante algum tempo mas se alguma vez houve algo que podesse ser chamado de “estabelizador automático” então esse algo é exactamente sair do mercado de dívida, garantirá com toda a certeza que se acabam os défices.

Haverá mais desemprego como no caso do FMI? Certamente mas os impostos esses poderão baixar e aqueles que forem cobrados podem ser utilizados a bem daqueles que cá vivem (como por exemplo financiar uma descontinuação da SS que irá à falência ao mesmo tempo que o Estado) e eventualmente, se o Estado não interferir, com o ajuste em baixa dos ordenados a situação do desemprego acabará por se resolver a si mesma. Mais importante, o pouco que produzirmos será nosso e não dos idiotas credores que não souberam fazer o trabalho de casa antes de enterrarem o seu dinheiro numa nação tão mal governada.

Portugal não precisa de ajuda. Portugal precisa de começar de novo.

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Ajuda para o Censos 2011

A minha opinião sobre o Censos 2011 pode resumir-se nas eternas palavras de Joe Berardo. No entanto parece que, mais uma vez, sou forçado a responder a esta coisa sobre a ameaça de ser ainda mais expropriado do que o normal e isto como anda o défice não é de levar de ânimo leve a vontade do Governo ficar com o meu dinheiro.

Se no campo da profissão a declaração é óbvia e será preenchida com um claro “especulador” (eu nem uns míseros certificados de aforro detenho na minha tentativa, maléfica, de não emprestar dinheiro ao Estado Português) já no campo da religião a coisa se torna mais complicada. A realidade é que o simples facto de ser português parece levar-nos para crenças colectivas de forma que este post é acompanhado de uma sondagem para os leitores me ajudarem a escolher qual delas será mais relevante para este censos.

As minhas opções para já são as seguintes:

a) Cainesiano
b) Socialista
c) Ambientalista
d) Illuminati de Tanatheros
e) Jedi (uma opção para os amantes da globalização)


A opção vencedora a 20 de Março será encaminhada para o INE. Se houver mais seguidores em alguma destas igrejas é favor avisar – se formos muitos pode ser que consigamos alguns beneficios fiscais.

PS: Votar na sondagem publicada n'O Insurgente.

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Debt clock português (III)

Desde que fiz o relógio da dívida pública portuguesa parece que o Estado abrandou o ritmo de endividamento. Passados estão os tempos em que nos endividávamos a mais de 600 euros por segundo. Segundo o IGCP agora estamos apenas a um ritmo de 354 euros por segundo (último semestre de 2010). Bastante saudável obviamente.

Bom, mas isto tudo para dizer que actualizei o relógio do lado e como resultado ele andou para trás cerca de 5 mil milhões de euros. As más notícias é que continuamos a dever mais de 150 mil milhões.

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Foi você que pediu...

... uma economia paralela? É que se não foi parece.

Pode parecer que é uma descriminação dos recibos verdes mas não é verdade. É apenas um sistema muito mais transparente do que quando os trabalhadores têm um contrato normal e os custos são encapotados pelo empregador.

Confirma o artigo que quem ganha 1000€ em Portugal paga um imposto efectivo superior a 40% mas agora não vale a pena chorar, isto é apenas o culminar lógico dos que clamam pela partilha da riqueza alheia.

Brothers, you asked for it.

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Unidos por arames (III)

Deste interessante artigo no ZeroHedge sobre o "Euro Endsieg" cuja leitura recomendo na integra destaco a mais recente coscovelhice europeia para mostrar a unidade que rodeia os nossos grandes líderes que nos vão proteger da crise.

Juncker calls Merkel simplistic and un-European, and accuses her of not even studying his proposal before rejecting it;

Merkel says Eurobond was bad on economic and legal grounds, and says her quiet response is intended to bring calm into the debate;

German coalition sources accuse Juncker of making a proposal which would have zero costs for Luxembourg;

Germany’s five-year auction flop – the third auction flop in a row – as 10 year yields rise above 3%;

Brian Lenihan says bondholder default is not an option for Ireland, unless it was supported by the EU;

Strauss Kahn warns the EU crisis response was insufficient, and that the crisis would continue;

Andrew Duff says a fiscal union is not only desirable, but it is the only way for the EU to survive the crisis;

Peter Ehrlich comments on the conspiracy theory that German newspapers want to bring down the eurozone;

Gordon Brown, meanwhile, predicts a huge crisis in the eurozone next year, that requires a high noon EU summit to resolve


Toda esta troca de mimos por causa de uns eurobonds da treta que criam mais problemas do que resolvem.

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

WikiLeaks

Não sei se têm acompanhado a situação da WikiLeaks na última semana depois de terem revelado documentos diplomáticos supostamente secretos mas que de novidade tinham muito pouco. A grande maioria do conteúdo era o que se poderia chamar "fofoquice" que dariam certamente material para muitos meses de revistas cor de rosa mas nada de substancial para jornais sérios, se os houvessem.

Mais digno de notícia é certamente o aftermath das revelações.

Primeiro a Amazon, que era quem suportava a infraestrutura do site cancelou o serviço unilateralmente causando a indisponibilidade do site. Esta acção foi feita "a pedido" de um senador dos EUA.

Devido à natureza descentralizada da internet, o site esteve inacessível durante apenas 3 horas enquanto todo o site foi mudado para servidores na Suécia. Entretanto para resolver esta situação incómoda de o site estar operacional parece que o prestador de serviços de DNS (a ferramenta na internet que permite "traduzir" endereços IP em nomes mais simples de fácil memorização) decidiu também cortar a sua relação com o site o que o tornou novamente inacessível.

Enquanto isto, Julian Assange está à espera de ser preso por crimes sexuais na Suécia. Coincidência estas acusações e mandatos de captura internacionais terem surgido apenas agora.

É caso para dizer: quem se mete com o Governo leva.

Adenda: Enquanto os problemas de DNS não estiverem resolvidos o site pode ser acedido através do endereço IP http://213.251.145.96/

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domingo, 7 de novembro de 2010

The government can



Via A arte da fuga.

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Governo: A criar problemas desde sempre

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

A crise já acabou

Estes tipos é que são más linguas...

Greece is currently paralyzed, literally, due to a wholesale shortage of fuel at gas stations, as drivers of trucks carrying the precious commodity have been striking for several days. As noted previously, the government invoked a war-time mobilization measure forcing the strikers to stop striking or face civil penalties and jail time. Shockingly, this had absolutely no impact ont he angry mob. In order to make its point even more clear, the government accentuated its overturn of labor rights by firing tear gas at protesters, according to the Guardian.

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Brothers, you asked for it

Anda por aí um ultraje com o facto de o governo português ter impedido uma empresa espanhola de deter uma posição numa empresa brasileira através de uma posição minoritária de 5% que se sobrepôs à vontade de 76% dos accionistas que se expressaram hoje em assembleia geral.

É verdade que, ao contrário do que seria normal, uma acção não equivale a um voto quando se trata da PT. Existe uma entidade obscura que com uma acção consegue controlar 50% + 1 dos votos. Mas esta entidade, que é ditadora das regras pelas quais se regem os negócios em Portugal, não fez isto de surpresa. Estas regras são conhecidas há muito tempo, o Governo ou o Estado nunca enganou ninguém e nunca fez intenções de abdicar deste poder mesmo a pedido do tribunal europeu (o federalismo só dá jeito para pagar a nossa dívida).

Quando os senhores que hoje votaram no sentido oposto do governo compraram as acções que compraram sabiam que essas acções não valiam nada em termos de decisão sobre a empresa da qual eram accionistas. Mesmo assim compraram-nas, por sua conta e risco. O próprio acto de comprar acções de uma empresa que é gerida desta forma dá um aval moral à actuação cobarde e controladora do governo. Quem dá avales morais deste género, para poder mamar uns quantos dividendos de uma empresa que só existe pela protecção que goza do Estado escusa de vir chorar para o meu ombro, venderam-se por tuta e meia agora lidem com a escumalha a quem se venderam.

Como diria um certo Francisco: “Brothers, you asked for it”.

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ponto de não retorno

Este gráfico que aqui coloco em baixo já a grande parte dos leitores conhece uma vez que tem sido actualizado ao longo do tempo no Inflaccionista. Mede o diferencial de taxas de juro, pagas a 10 anos, entre vários estados (países?) e a Alemanha que serve normalmente como benchmark para a zona euro.



Como tive oportunidade de dizer na última análise, se suavizarmos a linha com uma média mensal dos spreads nota-se claramente que a tendência é para estes spreads continuarem a aumentar. O que não notamos é qualquer impacto positivo (do ponto de vista do custo de endividamento do Estado) das várias medidas tomadas pela União Europeia para ajudar os países conhecidos como PIIGS. Neste outro gráfico que coloco, das taxas de juro brutas a 10 anos, a situação é basicamente a mesma:




Como se pode ver, houve um breve declínio das taxas de juro em Março quando vieram as intervenções no mercado mas como quem me lê está farto de saber as intervenções no mercado não resolvem nada de fundo além de normalmente criarem problemas novos. Assim, como se pode ver Portugal, Espanha, Irlanda e Grécia pagam hoje mais juros do que faziam em Fevereiro antes das intervenções europeias. De facto, países como a Alemanha e Holanda são dos poucos que pagam hoje menos do que há quatro meses atrás exacerbando ainda mais a diferença entre os vários estados membros.

A outra coisa que me salta à vista quando olho para este gráfico e que queria partilhar é o que determino por “ponto de não retorno” e grosso modo está, no segundo gráfico, traçado na linha de 6%. No período de tempo que a maioria da população entende como sendo “o pior da crise” que vai de Setembro de 2008 a Março de 2009 houve vários países que se aproximaram dos 6% mas voltaram atrás e a vida parecia ter retomado o seu percurso normal. Falou-se obviamente do problema da Grécia mas na altura Portugal, Espanha e Irlanda eram “diferentes” e “não tinham nada a ver com a Grécia”. A Grécia claro, todos sabemos, não teria qualquer necessidade de ajuda externa da UE e muito menos do FMI. É quando passa os 6% que o mercado fica convencido que por aqueles lados a coisa correu mal, nunca mais as taxas voltam abaixo deste valor e quando entramos em valores acima de 7% a UE é obrigada a intervir (já que não quis que houvesse default).

Estes valores não são aleatórios, é sabido que grande parte dos cortes orçamentais na Grécia estavam a ser consumidos pelo aumento dos juros. Em Portugal, apesar de não haver cortes orçamentais dignos desse nome o aumento dos juros está já a levar o Estado a procurar financiamento a prazos mais curtos como 3 e 5 anos (algo que também a Grécia fez quando se começou a aproximar dos 6%) mas claro que isso não resolve nada.

O que quero dizer com isto tudo? Que caso os juros da dívida portuguesa a 10 anos passem os 6% preparem-se: a seguir o mundo vai mudar novamente em 15 dias e o engenheiro terá que começar finalmente com cortes orçamentais que se vejam. Seremos os primeiros a recorrer ao super-fundo europeu e os segundos a tornarmo-nos um protectorado alemão como os federalistas do bloco central sempre sonharam. Vai ser penoso porque cada vez que adiamos a dor da responsabilidade financeira tem um custo: maior dor no futuro. Pois o futuro chegou e está para durar… pelo menos até a Espanha também passar o “ponto de não retorno”. Aí, o mundo irá mudar em 15 minutos.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Numa palavra: Dívida

Um artigo interessante de Tim Iacono sobre a crise financeira que vivemos.

For today’s policymakers, the fact that trillions of dollars in debt have been transferred from the private sector to the public sector seems to be but a footnote to the history that is now being written and, while there is mounting concern about who’s going to bail out the central banks who bailed out the governments who bailed out the private sector, there’s far too little serious consideration of the possibility that all this amounts to simply rearranging the deck chairs on the Titanic.

Embora as conclusões que eu tire não sejam exactamente as mesmas, é um artigo que vale a pena ler na totalidade.

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Carta aberta a Angela Merkl

Por Benjamin Dover.

Liebe Angie,

Kudos on your bold move to ban naked short selling in Germany. It takes a woman of real testicular fortitude to replicate the U.S.’s temporary ban on short selling in 2008, a move that worked like a charm. Sure the U.S. ban smelled desperate, backed up demand that was loosed with a fury immediately afterwards, and spooked the markets into a further slide, but it did succeed in stopping short selling during the prohibited period. As your goosing friend, W., might say, “Mission Accomplished.”

Much like a long-dead white male German who shares your initial, you know that markets always work best when the government compels investors to play nice, which, to quote an even-longer dead white male Frenchman, “means nothing less than that [they] will be forced to be free.” And excoriating speculators whose trades expose inefficiencies and re-align prices with values was a masterstroke. If only you’d connect the dots and start blaming the Jews, you could activate the Indonesian playbook that worked so well during the late-90’s Asian financial crisis.
Since at the moment you’re preoccupied with not dealing with this crisis, you may not have considered all the other societal problems that could be solved in similar fashion. Here’s a quick list:

Sanitation: Rather than having to deal with the pesky task of collecting, hauling and disposing of garbage, just attack the source of the problem: the vermin that congregate in and around the garbage. Remove the pests and the garbage takes care of itself.

Public Health: Treating disease is a costly, time-consuming and often complicated process. Instead, ignore the disease and focus on the symptoms, preferably the ones caused by the treatment rather than the disease. For example, cancer patients often lose their hair. Prescribe Rogaine and watch the cancer disappear.

Mortality: People have been trying to conquer this one for millennia, but no one’s tried the obvious: imprison undertakers. These vultures take advantage of the dead by profiting from their demise. Stop the undertakers and, ipso facto, life becomes eternal.

Crime: Confiscate all valuables. With nothing left to steal, thievery withers away.

Evil: Ban the media from reporting about bad things that happen. Once you’ve killed the messenger the message ceases to exist. And without the message, it didn’t happen.

Ugliness: It’s in the eye of the beholder, stupid. Ugly people aren’t really ugly — they’re just perceived as ugly by others. Force society to compliment every snaggle-toothed boohog on his or her appearance. Problem solved.

Erectile Dysfunction: Indict pharmaceutical companies that sell Viagra.

Incompetent Market Regulators: Crucify speculators.

I think you get the picture, Angie. There’s no end to all the problems that can be solved by applying your simple logic.

Mit freundlichen Grüßen unwahr,

Benjamin

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terça-feira, 18 de maio de 2010

Debt clock português

Segundo o IGCP a dívida portuguesa aumentou desde o fim de 2009 até ao fim de Abril passado em 7,200,834,411.61 €.

Isto significa os seguintes ritmos de crescimento:

60,006,953.43€ por dia
2,500,289.73€ por hora
41,671.50€ por minuto
694.52€ por segundo

Nada mau para ano de contenção hã ?

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ban the bailout!

Um texto de David Rosenberg:

First we have governments bailing out banks (and auto companies and mortgage providers), homeowner debtors, and now we have governments bailing out governments. When does someone finally say — enough is enough!

Look, Greece is not going to “fail”. They are going to default. There will be a debt restructuring. And there will be some recovery. Bondholders will take a haircut — why shouldn’t they? Why should Angela Merkel care if German banks own Greek bonds? Greece has been in default in its recent 200-year history almost half the time. So has most of Latin America come to think of it. What about Russia?

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Balão de oxigénio (III)

E os juros da dívida grega (a 10 anos) passaram hoje pela primeira vez os 8%. A culpa, claro, continua a ser dos outros mas a realidade essa aproxima-se cada vez mais. FMI/UE ou default?

A escolha está quase a chegar.

Sócrates devia estudar bem este dossier, visto que a curto prazo passará pelo mesmo dilema.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Portugal sobe no ranking!

Há cerca de três meses fiz uma breve análise das origens da crise neste tópico. Além das breves causas da crise abordei as diferentes formas com que os governantes dos diferentes países da zona euro estavam a abordar os problemas com que se deparavam escrevendo a propósito da Irlanda:

E assim podemos ver a diferença entre duas maneiras de agir: Aqueles que agem para resolver os problemas ganham estabilidade financeira, aqueles que brincam aos governantes ganham dores de cabeça. A este ritmo não será de espantar que lá para o verão este gráfico já esteja invertido com Portugal e Espanha acima da Irlanda… certamente uma boa arma de arremesso para as próximas campanhas eleitorais para podermos todos a continuar a não fazer nada até ao dia que tenhamos de chamar o “papá FMI”.

Algumas coisas mudaram entrentanto: Por exemplo, na altura só os mais maléficos especuladores se atreviam a falar do FMI na zona euro enquanto que hoje o tema é já curriqueiro. O que não mudou foi a percepção negativa que os mercados tinham do nosso país, bem pelo contrário agravou-se e como previsto na altura o custo da dívida Portuguesa é hoje mais cara que a Irlandesa pela primeira vez desde, pelo menos, os últimos 18 meses.



No gráfico em cima pode acompanhar-se a evolução dos spreads para os títulos alemães. Para números concretos, Portugal passou de uma taxa de juro de 3.91% em Dezembro para 4.61% hoje. Já a Irlanda fez o caminho inverso vindo dos 4.88% para 4.59%.

Por lá continuam a tentar resolver o problema, por cá caminhamos alegremente para o abismo. Por uma vez, acho que tomamos a opção certa.

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Balão de oxigénio (II)

O balão de oxigénio fornecido à Grécia pela UE teve a espectacular duração de… uma semana. O preço da dívida a 10 anos já se encontra em novos máximos.



Nada de surpreendente, como tinha escrito antes o bluff não compensa. Resta agora o plano B (activar o financiamento junto da UE e FMI) ou no caso de alguém ganhar juízo naquela terra podem sempre tentar renegociar a dívida com os credores.

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