"A derrota do socialismo, com o desaparecimento da União Soviética e da comunidade socialista do Leste da Europa, constituiu uma tragédia, não apenas para os povos desses países mas para toda a humanidade: com o capitalismo dominante, o mundo é, hoje, menos democrático, menos livre, menos justo, menos fraterno, menos solidário, menos pacífico."
Editorial do Avante, jornal oficial do Partido Comunista Português, 2009
É assim que esta gente conta esta história.
E não faço mais comentários porque nada me ocorre que não envolva a mãe daquele senhor. O mais triste é que 20% dos portugueses que votaram o mês passado concordam com ele.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A História vista por um comunista
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Hino da Função Publica
Atenção que isto foi feito mesmo a sério. Não façam como eu que até mais ou menos o minuto 2 julgava que era a gozar.
Fantástico!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Quem tem medo do FMI (II) ?
Há poucos meses atrás tinha sido noticiado que o FMI pretendia ver-se livre de uma parte substancial das suas reservas de ouro para financiar os “planos de salvamento” de algumas economias mais frágeis. Houve, compreensivamente, algum receio nos mercados do que isto faria para baixar o preço do ouro (cotado em USD).
Existem na minha óptica várias ameaças à escalada do ouro, mas logo na altura tive oportunidade de dizer que esta seria a que menos me preocupava, viessem estas vendas do FMI ou de um qualquer tresloucado de um banco central, pois seriam rapidamente absorvidas por países que sentem cada vez mais a necessidade de diversificar as suas reservas.
Hoje o ouro faz novo máximo histórico nos $1080, um dia depois de a Índia anunciar que, só eles, vão ficar com metade das 400 toneladas que o FMI quer despachar. A China e a Russia serão outros dois países eventualmente interessados em resolver o “problema” do FMI.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Radicais pelo Capitalismo
Estreia hoje, lá mais para o final do dia, Radicals for Capitalism. Este documentário da Reason.com falará das ideias de Ayn Rand, liberdade e capitalismo.
A não perder.
Poupança em Portugal
Parece que passou ao lado do Inflaccionista o dia mundial da poupança, que é a 31 de Outubro. Esquecimento apenas justificado porque foi a um Sábado e porque cada vez leio/oiço/vejo menos os media mais "mainstream" cada vez mais necessitados de alguém que imprima alguma qualidade às ditas noticias que passam (uma menção honrosa a Mário Crespo que é o único capaz de me fazer ver um telejornal).
Mas como dizia parece que houve um dia mundial da poupança e que alguém no INE veio dizer que os portugueses andavam a poupar mais, obviamente fui tentar descobrir mais sobre esta poupança tresloucada dos meus compatriotas no site do INE mas não encontrei a press release que pensava existir. Não se perdeu tudo porque entretanto encontrei um quadro bastante interessante (pena acabar em 2006) sobre a poupança líquida dos vários sectores nacionais e podemos ver que o “cidadão comum” sempre poupou visto que são as famílias as únicas consistentemente a poupar. Até haveria anos em que o saldo nacional seria positivo não fosse uma coisa chamada “administração publica”.
Pensamento do dia
How can a revival of consumer spending be the key to any recovery? The very word “consume” – as opposed to “invest” – should raise a yellow flag. The belief that consumption is the key to a strong economy is so deeply ingrained that few Americans even question that it has become the basis for all economic decisions made by the federal government. But popular delusion is at a tidal crest when it views pumping up home prices and retail sales as government’s most important domestic role. We might have expected economists to know better, and to help lead us out of the woods, but for the fact that credit-based consumption has become their credo as well. This belief was handed down from on high by Alan Greenspan, the man who single-handedly brought the dismal science to the point of utter disgrace. - Rick Ackerman
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Outra vez?
Ainda esta semana perguntava o Sérgio sobre o nosso tecto da dívida e já os tipos da Moody’s (que como podem imaginar frequentam assiduamente o Inflaccionista) reagiram ao comentário do Sérgio.
Moody's Investors Service has today changed the outlook on the government of Portugal's Aa2 ratings to negative from stable. The rating action reflects both the structural economic challenges facing the country, which have been exacerbated by the global crisis, and the apparent lack of motivation for policymakers to address them.
[…]
Moody's says that the most likely outcome for Portugal is a slow but inexorable decline, where growth remains sluggish, thereby stalling incomes, and where debt continues to build over time. Indeed, Moody's main concern is slow growth potential, which the rating agency attributes to the unwillingness of successive governments to take steps to restore competitiveness. The competitiveness gap is also generally seen as the cause of Portugal's large current-account deficits. Should this situation continue, the trend growth rate in the economy is likely to remain relatively low, thereby limiting the government's ability to 'grow' out of its debt problems even when the post-crisis recovery gets underway.
[…]
In the first decade of the single currency union, Moody's notes that Portugal's budget failed to meet the Growth and Stability Pact criteria multiple times and the authorities relied heavily on one-off measures. When the budget fell below the Pact's 3% ceiling, efforts were not made to move it upwards.
Não temos tecto mas quem empresta tem olhos na cara. O TGV e Alcochete lá vão custar mais uns milhões de acordo com o aumento do risco que é hoje emprestar dinheiro à republica portuguesa.