quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sobre os "incentivos" à natalidade...

Voilá, numa acentada arremata-se uma oferta pelos votos, apela-se à natalidade e cria-se uma fonte de capitalização para o sistema bancário que tanto precisa.

Miguel Camelo, in O Pão e a Razão

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terça-feira, 28 de julho de 2009

Sentido de humor

Teixeira dos Santos afirmou hoje que as previsões do Banco de Portugal, estimando cerca de 200 mil novos desempregados em 2010, não estavam correctas pois não tinham em conta o plano de combate "anti-crise" do governo. Dá vontade de rir mas infelizmente o homem governa-nos.

Talvez seja uma boa altura para recuperar este video.

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sábado, 25 de julho de 2009

Boas intenções...

Como o inferno ficou cheio de boas intenções...



Via Insurgente.

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Realismo

O Daily Telegraph publicou um artigo no ultimo fim de semana sobre a situação, grave, na Irlanda onde o primeiro ministro, depois de passar dois orçamentos de estado de emergência para conter o défice (a caminho dos 15%) vê-se agora forçado a cortar pessoal na função publica. Quando não se fazem reformas em tempo útil é assim que acontece: temos que as fazer na pior altura possível. Entre os cortes falam em 6900 professores, cortes nos subsídios de família e dos policias, aumentar o custo dos hospitais para os seus utilizadores entre outras medidas. Ou seja, a realidade está a apanhar a Irlanda uma das maiores beneficiadas do boom global providenciado por Bernanke e Trichet. E a realidade está a aparecer agora, não vai aparecer daqui a 10 anos, a divida não vai ser paga pela próxima geração… não, os erros vão ser pagos agora e já vai ser com juros de mora.

O artigo espalha também o realismo ao resto da Europa, escapando Portugal que ninguém lhe liga nenhuma mas encaixando muito bem a carapuça a esta nação: […]the deeper truth is that Britain, Spain, France, Germany, Italy, the US, and Japan are in varying states of fiscal ruin, and those tipping into demographic decline (unlike young Ireland) have an underlying cancer that is even more deadly. The West cannot support its gold-plated state structures from an aging workforce and depleted tax base.

Ou por outras palavras: o modelo social europeu é suicídio e nem aqueles com modelos menos socialistas se safam. E sobre as politicas Keynesianas de “gastar dinheiro para evitar a falência”?
Such policies have crippled Japan. A string of make-work stimulus plans - famously building bridges to nowhere in Hokkaido - has ensured that the day of reckoning will be worse, when it comes. The IMF says Japan's gross public debt will reach 240pc of GDP by 2014 - beyond the point of recovery for a nation with a contracting workforce. Sooner or later, Japan's bond market will blow up.

Presumo que seja “sooner” e não “later” e provavelmente não rebenta sozinho. Curiosamente o resto do artigo continua a repetir o slogan de que imprimir notas vai salvar a economia e de que são as “politicas monetárias apertadas” (uh?) que estão a condenar países como os EUA, Reino Unido e Irlanda. Na minha ignorância pergunto eu, porque não legalizar a contrafacção de notas? Afinal, se o BCE não quer imprimir o suficiente para sermos todos “ricos” porque não deixar outros fazerem esse trabalho? De certo está aqui a solução para a crise!

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Pensamento do dia

"In the period, 2001 -2007, the Fed managed to do something that had never before been done - create a worldwide bubble in just about everything. Stocks, bonds, art, oil, housing - you name it; it went up. The only thing that didn't go up was the dollar." - Marc Faber

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Optimismo

Na sua recente entrevista ao Jornal de Negócios. Abel Mateus demonstra um optimismo para mim incompreensível sobre a situação nacional.

"O próximo Governo vai enfrentar uma situação muito séria: PIB a cair 3,5% a 4%, taxa de desemprego próxima dos 10%, endividamento externo equivalente a 110% do PIB, défice externo de 8% a 9% e um défice estrutural do sector público da ordem dos 5%, de acordo com os cálculos da Comissão Europeia. É uma situação bastante séria. Não há paralelo na economia portuguesa”. Conclui, na versão em papel do jornal, que a nação corre o risco de falir como a Islândia nos próximos 10 anos... optimismo pois que se isto durar mais 3 ficaria muito surpreendido, venha Sócrates, venha Ferreira Leite que só muda mesmo a mosca.


Deixa ainda um recado aos governantes, no seu optimismo inocente como se houvesse alguma coisa capaz de parar esta máquina estatal automatizada para roubar quem trabalha e distribuir pelos amigos ou simplesmente queimar na fogueira do bem publico:

"É necessário novamente uma combinação de políticas de ajustamento conjuntural, mas sobretudo estrutural. É nos períodos de crise que se devem criar as condições para uma recuperação mais acentuada".

Sócrates claro não quer saber disso para nada, está convencido, como Abel Mateus, que isto ainda dura mais 10 anos e como tal pode dar-se ao luxo de tentar mais um mandato para mais tarde, qual Guterres ou Barroso, poder emigrar para um qualquer tacho internacional. Surpreendente talvez pelo tom que parece fazer voltar o antigo Sócrates arrogante, dono do mundo e ignorante fica a resposta:

Em 2007 Portugal teve o menor défice na história da democracia recente. Está para nascer o primeiro-ministro que tenha feito melhor do que eu com o défice.

Habilidades contabilísticas feitas à custa do roubo do tecido produtivo do país e nem um cêntimo de corte na despesa. Que surpresa enorme será se em recessão as receitas de impostos caiem e as despesas sobem devido a custos com propaganda politica.

Falência em 2020? Meus amigos... o próximo governo não vai chegar ao fim do mandato, nem que seja eleito o papa.

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Não percebi

Isto foi o normal desrespeito pela propriedade privada ou foi uma ajuda ao sector bancário?

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