segunda-feira, 14 de março de 2011

Um azar nunca vem só...

Como todos sabem no final da semana passada um terramoto terrível atingiu o Japão seguindo-se um tsunami que causou uma destruição enorme no país. A parte económica da tragédia será uma coisa para discutir ao longo do tempo, quando a normalidade estiver minimamente restaurada mas para além das despesas óbvias de reconstrução e dos prejuízos que isto implica para as seguradoras convém também ter em conta o efeito de repatriamento de capital. Ontem o JPY (Yen Japonês) valorizava fortemente até o BCJ inundar o mercado de notas fresquinhas. Obviamente este repatriamento terá que se sentir no outro lado da equação (o que está a ser vendido, na europa, EUA ou outro lado qualquer para o capital poder voltar ao país) o que ajuda a explicar as quedas acentuadas nos principais índices europeus, liderados pelo DAX. O que será de estranhar aqui será a resiliência dos índices norte-americanos na face do desastre mas depois veremos. Mais estranho ainda é um certo ignóbel da economia ainda não nos ter vindo explicar como esta tragédia é na realidade um milagre do crescimento económico prestes a acontecer no Japão mas também estou certo que não tarda nada e ele estará a brindar-nos com a sua sabedoria nas páginas do NYT.

Além das seguradoras outro sector que está a perder bastante em bolsa são as empresas relacionadas com energia nuclear por oposição às empresas de energias renováveis que estão, para já, a ganhar com isto. Os níveis de radiação fora do normal chegam já a Tokyo e o desfecho de todo este episódio é ainda incerto mas para já muito pouco promissor.

As reacções sobre este acidente nuclear dos "amigos" do ambiente e dos animais prometem fazer ainda mais estragos tentando eliminar uma fonte de energia que é de facto das mais limpas e seguras que existem. Já sabemos que por eles podíamos fazer as nossas vidas à luz das velas... não fosse o facto de isso ser exploração das abelhinhas.

Triste com todos os desenvolvimentos até ao momento ainda tenho ume leve esperança que, à semelhança da Apollo 13, tudo isto se converta na finest hour da energia nuclear abrindo caminho para a construção de novos reactores nucleares ainda mais seguros.



PS: O reactor de Fukushima tem aproximadamente 40 anos e é o que se considera um reactor de "segunda geração". Pelo que me dizem os entendidos o problema que está aqui em causa (que não tem a ver com a estrutura que aguentou muito mais do que aquilo para que foi desenhada) não teria acontecido em reactores de nova geração. É importante que estes especialistas tenham tempo de antena antes que o mundo ocidental seja conquistado pela invasão das ventoinhas gigantes.

1 comentário:

Luís Miguel disse...

És um idiota que gosta de chamar idiota aos outros. Sugiro que em vez de te preocupares com os amigos do ambiente e com o medo de ficar às escuras vás dar uma ajudinha aos teus amiguinhos do nuclear que estão atrapalhados em Fukushima a tentar limpar as consequências da tal "fonte de energia mais limpa e segura". O Japão sempre apreciou voluntários kamikaze...